Doenças raras

Doença de Pompe

A Doença de Pompe é uma doença genética e metabólica rara que provoca acúmulo de glicogênio nos músculos, levando à fraqueza progressiva. O diagnóstico precoce e o tratamento contínuo são decisivos.

TipoGenética / metabólica (autossômica recessiva)
GeneGAA
MecanismoAcúmulo de glicogênio
Estimativa~1 a cada 40.000 nascimentos

O que é a Doença de Pompe?

A Doença de Pompe é uma condição rara do grupo das doenças lisossômicas de depósito. Ela ocorre pela deficiência de uma enzima chamada alfa-glicosidase ácida (GAA), responsável por quebrar o glicogênio dentro das células.

Sem essa enzima funcionando bem, o glicogênio se acumula, principalmente nos músculos, comprometendo sua função. Existem formas de início precoce, mais graves, e formas de início tardio, com evolução mais lenta.

Sintomas

Os sintomas dependem da forma e da idade de início. Podem incluir:

  • Fraqueza muscular progressiva
  • Dificuldades respiratórias
  • Na forma infantil, aumento do coração (cardiomiopatia)
  • Atraso motor em bebês
  • Cansaço e perda de resistência física

Causas e genética

A Doença de Pompe é causada por alterações no gene GAA, que fornece as instruções para produzir a enzima alfa-glicosidase ácida. A herança é autossômica recessiva, ou seja, depende de uma cópia alterada do gene vinda de cada um dos pais.

A quantidade de enzima que ainda funciona ajuda a explicar por que algumas pessoas têm sintomas mais precoces e graves, e outras, mais tardios.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico envolve a medida da atividade da enzima GAA, que pode ser feita a partir de uma gota de sangue seco, e a confirmação por teste genético.

As doenças lisossômicas estão entre as etapas previstas na ampliação da triagem neonatal no Brasil, o que reforça o papel do diagnóstico precoce.

Tratamento e cuidado contínuo

A Doença de Pompe conta com terapia de reposição enzimática, que repõe a enzima deficiente e pode modificar a evolução da doença, especialmente quando iniciada cedo. O tratamento é contínuo e de alto custo.

O cuidado também é multidisciplinar: suporte respiratório, fisioterapia, acompanhamento cardiológico quando necessário e apoio nutricional. A continuidade desse cuidado é essencial.

Como o Instituto Mavie apoia as famílias

O tratamento de uma doença rara vai muito além do medicamento. Transporte para consultas e exames, alimentação especial, insumos, fraldas e apoio emocional formam uma conta que costuma recair inteira sobre a família. O Instituto Mavie atua justamente para sustentar esse cuidado invisível e garantir que o tratamento não seja interrompido por falta de recursos.

Precisa de apoio ou quer ajudar? Conheça as ações do instituto ou apoie uma família que convive com uma doença rara.

Este conteúdo tem caráter educativo e informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde. Para diagnóstico e tratamento, procure sempre acompanhamento médico especializado.
Perguntas frequentes

Dúvidas sobre Doença de Pompe

A Doença de Pompe tem tratamento?
Sim. Existe a terapia de reposição enzimática, que pode alterar a evolução da doença, sobretudo quando iniciada precocemente. O acompanhamento é contínuo e multidisciplinar.
Qual a diferença entre a forma infantil e a tardia?
A forma infantil costuma ser mais grave e envolver o coração desde cedo. A forma tardia tem evolução mais lenta, com fraqueza muscular e comprometimento respiratório ao longo do tempo.
Como é feito o diagnóstico?
Por meio da medida da atividade da enzima GAA, muitas vezes a partir de uma gota de sangue seco, com confirmação por teste genético.

Nenhuma família deveria carregar esse cuidado sozinha.

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